quarta-feira, 24 de janeiro de 2024

Ian Curtis, entre a depressão e o Joy Division


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Os efeitos sonoros transmitidos pela música feita pela banda Joy Division não compactuam com a tradução de seu nome que significa, literalmente, “divisão alegre”. O grupo lança sobre os ouvintes efeitos sonoros em geral melancólicos e em certos momentos até mesmo sombrios e nebulosos. O Joy Division é um marco na música mundial. Nascido em 1976 na cidade de Manchester, o novo estilo de música influenciou tantos outros grupos importantes. Mas você deve estar se perguntando, sobre o que tem a ver depressão com esta importante banda e a resposta tem a ver com um integrante em específico, um indivíduo emblemático e com um comportamento mais representativo ainda. Ladies and gentlemen, este indivíduo é o Sir Ian Curtis, o frontman da banda pós-punk Joy Division, cuja curta mas intensa trajetória é tão marcante quanto o sucesso da banda.


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Ian era um jovem rapaz que se casou muito cedo e amou intensamente sua também jovem esposa. Curtis foi o primogênito de dois filhos do casal Kevin e Dooren Curtis. Ian Curtis era um dos principais compositores da banda Joy Division  e suas letras impunham as típicas temáticas melancólicas e depressivas que eram embaladas por acordes inovadores. No início de sua vida o jovem Ian já demonstrava interesse por filosofia e literatura, foi um leitor de Kafka, Dostoiévski e Sartre, e  era um apaixonado por poesia moderna.

Mas infelizmente Ian Curtis tirou a própria vida em 18 de maio de 1980, quando ele tinha apenas 23 anos. O vocalista do Joy Division já estava doente há bastante tempo, mas ninguém notava, até mesmo porque o próprio Ian se negava a falar sobre suas dificuldades emocionais. Nesta data, que marcou uma das maiores perdas para a música mundial, os demais integrantes da banda - Bernard Sumner (guitarrista), Peter Hook (baixista) e Stephen Morris (baterista) - além de perderem o vocalista e amigo, viram o futuro do Joy Division ruir, pois, ao meu ver, o Joy Division sem Curtis não existe. Ian cometeu suicídio pouco antes da banda entrar em turnê, fato que nos reforça a ideia de que a sombra da depressão já estava presente ali há algum tempo. Na época, importante frisar, uma das questões que o afligiam era a relacionada às consequências da carreira que prosperava, mas impunha constante afastamento da esposa que amava. Esta era uma das aflições  que, somada a outras condições, o atormentavam de maneira implacável e fizeram Ian Curtis tirar a própria vida.


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O jovem vocalista dançava de forma frenética nos palcos, uma maneira que chamou a atenção e que muitos tentaram imitar, mas sem o mesmo êxito do eterno vocalista do Joy Division. A banda pioneira do pós-punk deixou uma forte marca na história da música, com suas melodias melancólicas discorria sobre um cotidiano depressivo e introspectivo que pairava na época. A banda gravou apenas dois álbuns de estúdio na época, o Unknown Pleasures (1979) e Closer (1980),  o restante dos registros são coletâneas e singles que foram sendo lançados após a morte do vocalista.

Podemos dizer que a depressão é uma doença silenciosa, ela chega como uma sombra e sem avisar, mas se prestarmos bem a atenção ela se faz presente. Mas o que nos leva a não notar a sombra de uma depressão? Ian vivia uma vida complicada, era um indivíduo que se mostrava sensível e sem forças para lutar contra o silêncio da depressão. Essa doença não respeita fronteiras, é um mal que assola a população mundial, sem escolher cor, raça, credo ou até mesmo o estilo de vida que se leva, bastando um sopro para ela se fazer presente. E com Ian Curtis não foi diferente, acometido pela depressão, ele sofria com as alterações de humor, e uma profunda tristeza, associada aos sentimentos de baixa autoestima, desesperança, amargura, irritabilidade, angústia, apatia, falta de motivação, entre tantos outros sintomas associados à depressão. Não podemos esquecer de aqui mencionar que tristeza é um sentimento temporário e decorrente de algum acontecimento difícil de enfrentar, em geral relacionado a dificuldades financeiras, desentendimentos com cônjuge, familiares ou amigos, etc. Mas diante dele em geral  encontramos uma maneira de superar as dificuldades e seguimos nossas vidas. Porém em um quadro depressivo, como no caso de Ian Curtis, o humor permanece deprimido de forma contínua, e o indivíduo não encontra forças para se livrar dessa dor e a vida se torna um tormento que parece eterno. Mesmo por vezes sem ter um motivo aparente, a depressão pode se instaurar e o sorriso desaparece, a alegria se transforma em obscuridade, os dias se tornam cinzas e a depressão mostra sua face. Ian Curtis encurtou a própria vida, mesmo sendo acompanhado por profissionais e sendo medicado, Ian sucumbiu diante dessa doença traiçoeira e silenciosa.


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Do lado musical, ficam os ótimos registros da banda, nos quais podemos conferir a maneira frenética de Curtis dançar, parecendo estar tendo espasmos ao vivo. Acerca desta característica própria, não se pode deixar de mencionar que Ian convivia também com a epilepsia, moléstia que tornava o viver ainda menos fácil para o jovem músico.

Joy Division apesar de muito breve foi um marco para a música, um começo de uma nova geração e que segue influenciando descendentes até os dias de hoje. Curto demais Joy Division. 

Marcelo Franco

*Joy Division - Unknown Pleasures. A biografia definitiva da cult band mais influente de todos os tempos.

*Tocando a Distância: Ian Curtis e Joy Division.


sexta-feira, 29 de dezembro de 2023

No fim, podemos ter vários fins


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Sim, eu sei, claro que sei. Qualquer pessoa que der sequência à leitura deste texto vai se questionar, talvez até mesmo me xingar de todas as formas possíveis. E vou compreender totalmente mesmo as reações mais expressivas, mas preciso seguir falando e discutindo sobre esse tema. A fim de facilitar esta breve abordagem, não citarei como tema destas linhas a tal palavra proibida que categoriza o assunto como tabu no âmbito social. Assim, romantizando um pouco a fim de tornar a leitura mais leve, “light”, adotarei o termo finitude humana. Um dos únicos tabus que persistem em atravessar os tempos, e persiste como algo que afronta a vida das pessoas, um fenômeno dito como negativo, sombrio, funesto, sinistro, trágico, e qualquer outro tipo de adjetivo que possamos relacionar para algo visto como inegavelmente ruim. Mas a morte tem outros sentidos que de certa forma a sociedade nega, talvez para perpetuar o véu que encobre e torna misterioso o verdadeiro sentido de nossas vidas. Falar (ou escrever) sobre finitude implica intrinsecamente abordar a vida, o transcorrer do tempo de vida e as motivações que permitimos que nos impulsionem rumo ao seu esgotamento. Esta correlação é tão íntima que todos os aspectos relacionados ao tempo de vida como idade, envelhecimento, legado dos falecidos antepassados acabam por serem evitados ou tratados com mínima ênfase, dada a influência do tabu existente que relaciona o conceito de finitude apenas a aspectos extremamente ruins. Aliás, sendo as redes sociais reflexo dos valores que são exaltados, facilmente é possível compreender o que move a vida atualmente, quais as reais necessidades e excessos da maior parte da sociedade em que estamos inseridos. Ao exalar muito narcisismo, egoísmo e falta de EMPATIA, entre outros tantos maus valores (e alguns poucos genuinamente bons, é verdade!), percebe-se quão preocupadas em "parecer" estão as pessoas, enquanto, salvo melhor juízo, deveríamos estar preocupados em "ser", diante do cronômetro que nos impedirá a continuidade de existência, em um dia e hora qualquer. Parecer é imagem, embalagem, não permite que se transmita conteúdo de significado associado a bom valor. É apenas quando os bons valores que emolduramos diariamente estão contidos em nossa essência que criamos bom conteúdo, de fato. Parecer está relacionado ao outro, não a si mesmo e por si só já denota o quanto a maior parte de nossa sociedade não está preocupada em conhecer e entender a si mesma e seus fenômenos.

A morte é um fenômeno sobre o qual não temos controle, não dominamos, faz parte do desconhecido, do obscuro, do duvidoso, do contestável, etc. Carregamos esse temor pela morte, pura e unicamente por sua negação que a associa a significados ruins e a perpetua como tabu, dificultando a aceitação do tema em nosso quotidiano. As perguntas sem respostas são inúmeras, e uma delas é “o que tem lá do outro lado?” ou “o que vem depois?”. Toda essa incerteza nos causa angústia e consequentemente medo, que é um sentimento natural frente a algo desconhecido ou mesmo indomável. 

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Por ser um momento singular e intransferível não vamos vivenciar esse fenômeno mais de uma vez, e mesmo assim ele pode acontecer de inúmeras maneiras, desde um simples dormir e não acordar, passando por um escorregão no meio fio que faz bater a cabeça num paralelepípedo, até um acidente de automóvel. Não sabemos quando e nem como realmente vai acontecer e é isso que nos deixa intrigados, curiosos e com medo. Não é por acaso que vários filmes e seriados de televisão abordam o tema do ser imortal, esse desejo ou mesmo fascínio de viver eternamente ronda a mente humana. Pois, se pararmos para pensar, a morte nos ronda desde que nascemos, e rechaçamos essa possibilidade em nossas vidas, evitamos falar sobre ela até mesmo com a desculpa de que se tocarmos no assunto, ela aparecerá, e com isso mantemos firme o tabu com relação à morte. Mas estamos caminhando em direção à morte desde que nascemos. Martin Heidegger discute isso de forma brilhante no livro “Ser e tempo”.

Mas por outro lado, se constantemente de forma consciente e incessante pensássemos na morte, não teríamos a mínima condição de realizarmos nossas tarefas diárias, o viver seria prejudicado, pois ficaríamos neuróticos de tanto pensar em como seria esse encontro e não faríamos mais nada com medo de que o fenômeno pudesse acontecer a qualquer momento. Mas de maneira inconsciente ela estará sempre presente e essa necessidade de perpetuar a vida, é expressa de várias maneiras, demonstrando assim o medo que a morte nos provoca. 

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Não quero me estender neste pequeno texto, mas lembro que quando nos deparamos com a realidade de que um dia não vamos mais existir, passamos por crises pessoais e é justamente nestes momentos que começamos a pensar no sentido de nossas vidas. E qual meu propósito em postar um texto como esse em pleno fim de ano, um momento de muitas festas e alegrias, onde “parece” que todos estão “oceanicamente” felizes ? Apenas lembrar que somos finitos, que podemos comemorar o fim de ano tranquilamente, mas de forma comedida, não cometendo excessos e muito menos imprudências, que, mesmo que cometidas a qualquer (e por um breve) momento, podem deixar marcas para o resto de nossas vidas.


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Desejo uma ótima virada de ano a todos e que 2024 possa ser de muita paz e harmonia. E que possamos ver guerras e outras consequencias catastróficas apenas nos filmes de ação, de maneira a conscientizar nossa sociedade acerca dos valores que nos conduzem e da monstruosidade de nossas escolhas que constroem nossa reputação e legado. 

Marcelo Franco


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terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Entre nuvens

 

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Entre nUvenS,

E o VenTo,

MeU silÊnciO.

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Me peRdi no paSsadO,

EsqueCi mEu presEntE,

OnDe estarÁ meu FutuRo?

%

O pássAro fuGiu da fOto,

MaS o CÉU ainDa está lá...

Azul e líMpidO.

&

EntRe o rÚstico

Ao ÍntimO,

do reFúgio

Ao iNtríNseco!



Marcelo Franco


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terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Simbologia da morte, o homem e sua visão da finitude

                                                                                                Imagem 1


Ao longo dos tempos as representações da morte e ao redor do mundo são inúmeras, a imagem da caveira de certa forma se configurou em um símbolo da morte, cuja associação é praticamente instantânea e universal. Podemos melhor entender e dimensionar a relevância das representações no contexto social ao constatarmos que uma mesma imagem ou figura origina distintos significados subjetivos, tendo em vista as diversidades sociais e culturais nas quais estamos inseridos. 

As várias resistências que emergem instantaneamente (quase como um reflexo) diante de um símbolo associado à morte traduzem e mantém o fenômeno como um tabu, estando embasadas no mitológico, no religioso, no simbólico, no abstrato, sinteticamente, na questão subjetiva do ser humano. As representações da morte durante muito tempo se mantêm consolidadas por questões espirituais, religiosas e místicas, através da defesa inconteste que visa a manutenção de preceitos e rituais que enaltecem e perpetuam a simbologia. Mas além destes aspectos, a representação da morte se fez presente com o passar dos anos também através da expressão artística, podendo sua manifestação ser observada em alegorias, construções, obras de arte, etc. Atualmente podemos notar que a expressão da morte permeia nosso cotidiano e encontra-se visível através de vários tipos de representações, manifestamente observáveis em diversas áreas. Até hoje ainda podemos apontar que, a sociedade conseguiu assimilar o propósito do viver, mas ainda tem dificuldades de entender o morrer. De certo modo, ainda interpretamos a morte como uma afronta a vida, algo contraditório a vida, um não viver. Mas por incrível que pareça, a morte tem seu significado positivo, pois ela vai se fazer presente para acabar com a dor do ser, do moribundo, do paciente terminal, a dor que a própria ciência não controla mais.

 Discutir sobre as representações da morte vai nos trazer várias indagações, pois dependendo do local ou região, a representação poderá traduzir-se em um ou outro tipo de significado, e isso deve ser respeitado por quem observa externamente, uma vez que não partilham necessariamente dos mesmos fundamentos sociais desta interpretação exposta. A diversificação e a possibilidade de enxergarmos a morte de maneiras múltiplas nos mostram que a morte não é um tema fácil de ser abordado e discutido. Pode-se até mesmo indagar o gênero do substantivo: seria morte uma palavra (no caso substantivo) com denotação de gênero masculina ou feminina? Esta é uma resposta que vai depender da representação que ela traz individualmente para cada pessoa e da cultura que ela está inserida. No caso adotaremos o tratamento feminino do termo, predominante em nossa sociedade. Fato é que independentemente do aspecto sócio-histórico-cultural envolvido, a representação da morte é ampla e frequente, havendo inclusive aspectos em comum observados ao longo dos tempos.


                                                                                                      Imagem: 2


Assim como predominante a sua denotação feminina, podemos também afirmar como característica praticamente universal o fato de a morte manter-se atrelada a um ritual, seja qual for o tempo ou espaço. Verificada a ocorrência do fenômeno, invariavelmente tem início um rito que envolve tanto a pessoa que está morrendo quanto parentes e amigos próximos (às vezes até desconhecidos). Podemos dizer que, a morte é uma verdadeira cerimônia pública e organizada, onde o próprio individuou que morreu organiza indiretamente de certa maneira esse ritual, que ainda persiste em ser um tabu até os dias de hoje.

Como percebe-se, apesar de não poder ser definida através de uma simbologia única e universal, a morte encontra-se representada por meio de distintas formas de manifestações sociais, artísticas e culturais. Encontramos a sua representação presente em edificações, ruas, filmes, teatros, cinemas, músicas, livros, esculturas, pinturas e até mesmo em histórias em quadrinhos.

Marcelo Franco



Imagem 1: https://br.pinterest.com/pin/3237030976072671/
Imagem 2: https://br.pinterest.com/pin/59039445098133443/  Desenho de Pawel Kuczynski

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Teoria da Conspiração: teria Paul McCartney morrido em 1966 e substituído por um sósia?


Seria possível forjar a morte de alguém??? Pois é, essa é uma dúvida que paira também no meio da música, o mundo musical expressou a morte de inúmeras formas, passando por letras de músicas, mensagens rolando o disco ao contrário e capas de discos. Isso mesmo nem a arte das capas escapa, deste imaginário que existe em torno da morte ou de alguém estar morto.


Bem, vamos parar com as delongas e ir direto ao assunto, um dos mistérios mais famosos no meio da música, é sobre a teoria da capa do disco “Abbey Road" dos Beatles de 1969, em que segundo os fãs mais fanáticos dizem que o baixista Paul McCartney estaria morto. Tudo se iniciou quando fãs notaram que Paul McCartney estava descalço na capa do disco Abbey Road. A famosa capa do álbum dos Beatles que aparecem os quatro garotos de Liverpool caminhando em fila indiana, esconde segundo especialistas do tema teoria da conspiração, que o Beatle original já havia morrido em um acidente de automóvel. Na ordem da esquerda para direita está John Lennon, de branco, caracterizando um padre, em seguida temos Ringo Starr, de preto, que seria um agente funerário; em terceiro e não menos importante o suposto morto Sir Paul McCartney, de pés descalços (você está ligado na tradição de enterrar os mortos descalços né? Não? Então se liga!!!!); e por último o guitarrista George Harrison, um coveiro. Nesta imagem podemos pensar que os fãs da banda trazem no seu íntimo uma imaginação muito fértil em suas mentes, mas as mensagens não param por aí, e esta imagem ainda coloca até os carros em questionamento, onde pode-se notar que um dos carros está na mesma linha que Paul, bem acima da cabeça do músico, passando a mensagem subliminar que este automóvel causou a morte do baixista dos Beatles, (que loucura) e além disso não podemos esquecer que os ingleses dirigem do lado esquerdo da pista, diferente da forma que se dirige por aqui.


Se isso tudo não bastasse, aparece uma viatura da polícia que está estacionada entre John e Ringo para atender a suposta ocorrência de trânsito. Neste momento peço a paciência de todos, pois ainda tenho algumas coincidências para apresentar. Seguindo essas coincidências, podemos apontar mais elementos que a imagem evidencia, onde um fusca branco do lado esquerdo com a placa “LMW 28IF” que está do lado esquerdo da imagem, esta placa remete a uma simbologia interessante, onde segundo os entendidos da teoria quer dizer uma abreviação de “Linda McCartney Widow” onde traduzindo se diz, "Linda McCartney viúva”. Esse fusca ainda traz na placa o número 28, que simboliza nada mais nada menos que a idade do baixista, senhoras e senhores, caso estivesse vivo é claro. Paul se casou com Linda em 12 de março de 1969, ano em que o Lp Abbey Roud foi lançado (e vejam vocês dia do meu aniversário, sorte não ser o mesmo ano, assim fico mais tranquilo).



Tudo isso para dizer que, o contrabaixista Sir Paul McCartney havia morrido em 1966 em um acidente automobilístico, e para não prejudicar a popularidade da banda a gravadora dos Beatles ‘Capitol”, havia conseguido um sósia para assumir o posto de baixista da renomada banda Beatles, onde o também inglês “Willian Campbell” que seria muito parecido com o suposto morto “́Paul McCartney”. No livro “The Beatles: a biografia” que tive o prazer de desfrutar da excelente leitura, o autor Bob Spitz cita outro fato muito intrigante, dizendo que dois anos antes ao lançamento do álbum Abbey Road, foi realizado um concurso de sósias do baixista Paul McCartney, onde o inglês “Willian Campbell” acabou por ser escolhido como o mais parecido com o baixista Paul.



Esse fato nos mostra que a morte de certa maneira movimenta nossa sociedade, pois este álbum vende muito ainda hoje,  e as pessoas quando ficam sabendo deste fato buscam saber desse boato fúnebre. Segundo Burrows, a capa do álbum Abbey Road, foi uma simplicidade personificada, apenas uma foto dos quatro Beatles atravessando uma faixa de pedestres bem na frente dos estúdios de Abbey Road. Me vem à cabeça neste momento que uma banda que sou fãzaço também fez essa capa, os Red Hot Chili Peppers, fez uma foto igualzinha, porém (os integrantes estão pelados). Mas, voltando à capa original, estranhamente, podemos notar que, o fato de apenas Paul aparecer descalço foi usado como evidência de seu falecimento no bem documentado-rumor “Paul morreu”, que já havia iniciado nos EUA.



Enfim, a rua que a banda fez essa foto tão icônica se tornou mundialmente famosa, e até os dias de hoje, muitos fãs e curiosos vão até o local para imitar a pose que a banda fez atravessando a avenida. Você já ouviu falar em mensagem subliminar? Então, são aquelas mensagens onde os nossos sentidos não conseguem perceber de maneira consciente, sendo assim, esta mensagem acaba se tornando imperceptível aos nossos sentidos. E essa mensagem subliminar relacionada a morte do baixista Paul McCartney no ano de 1966, acaba por trazer mais uma vez o lado sombrio e obscuro em torno da morte e seus mistérios.


Marcelo Franco


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Lembrando o esquecido



 A beleza da noite esconde um segredo,

junto aos prazeres que disfarçam o medo.

Estranha e bela é a visão desta lua,

notei enquanto aos passos na rua.

Mas subitamente o tempo mudou,

desfazendo o show que o luar reservou.

A lua garbosa à beira do mar,

lembra o vazio e traz o esquecido, quase vencido,

um algo a mais que não traz o esperar,

registro de instante vivido, porém preterido.

Abismo sem fim trilho em meu interior,

outrora andava em noite de céu constelado

agora, camuflado num escuro sombrio.


Quantos momentos diante de mim

lembrando o esquecido haviam passado ! 


Marcelo Franco

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Faith no More: fé nunca mais



Fonte: https://revistafreak.com/faith-no-more-30-anos-de-the-real-thing-a-hora-e-a-vez-da-banda/


Em 27 de setembro de 1991 tive a sorte de assistir a um show de uma das bandas mais fucking great que conheci 3m minha adolescência. Ressalte-se que, para o Marcelo adolescente da época, todas as bandas eram muito "tri" (monossílabo que adjetiva algo que nos agrada aqui nos pampas). Faith no More significou mais que "tri", algo diferente, desde quando assisti a apresentação dos caras no "Rock in Rio II" pela televisão (claro) - imagina um cara apaixonado por música e com pouco acesso às novidades musicais, pois na época você não tinha todo acesso que existe hoje. Alíás, lembro que as fontes mais confiáveis e completas de informações relativas ao mundo musical que se tinham eram a revista "Bizz" (que eu comprava todo mês) e as rádios, em especial a rádio "Ipanema fm" aquela do "n" (explico em outro momento a referência). E foi acompanhando um pouco a carreira da banda através destas fontes que fiquei sabendo que eles iriam tocar em Porto Alegre, cidade vizinha a que eu morava na época (a velha Canoas "city" que segue como antes, uma cidade que não evolui em termos culturais).

E então, chegado o grande dia, lembro-me como hoje minha empolgação com o show do Faith No More no Gigantinho, pois havia combinado de ir com um colega de escola da época (vou preservar o nome do mesmo, apenas posso dizer que hoje ele é médico). Preparamos uma garrafa de vodka, que na verdade compramos em um supermercado qualquer, e fomos tomando no caminho para o show (isso não ia dar certo kkk). Lembro-me, entre os poucos registros que ficaram disponíveis em minhas memórias, que usei uma camiseta da banda  Red Hot Chilli Peppers e que estava muito ansioso para contemplar o que haveria de ser um dos melhores shows de minha vida até o momento, pois era uma banda gringa que havia me empolgado com seu rock pesado (como se dizia na época, alternativo, por ser diferente do que se conhecia até então).

Pegamos o trem na estação Canoas e seguimos para Porto Alegre e, chegando na estação terminal Mercado, descemos e já começamos a beber um pouco daquela vodka, que por sinal lembro até o nome: BAIKAL, cujo rótulo ainda informava vodka Russa (com fabricação paraguaia certo, pois posso não lembrar detalhes do show, mas da vodka responsável por isso sim kkk). Após, seguimos rumo ao Gigantinho,  percorrendo a orla do Guaíba desde a Usina do Gasômetro, acompanhados da Baikal. Chegamos ao local do show por volta das 16 horas e por lá o movimento, que já era intenso,  aumentava cada vez mais. 

Bem, o show incluía uma banda de abertura, sobre a qual prefiro nem comentar, apenas referir que o vocalista foi um dos integrantes do Menudo (isso mesmo, aqueles da música “Não se reprima” !). Essa banda não conseguiu tocar nem 30 minutos, pois recebeu vaias em cima de vaias da plateia que arremessou inclusive moedas e outros objetos na direção dos seus integrantes. Terminada a tortura auditiva da banda de abertura (que nem faço questão de lembrar o nome), teve inicio o esperado show do Faith No More.

Hora de tirar as crianças da sala, pois o show iria iniciar e alguns integrantes entraram vestindo bombachas (o que achei estranho e não curti muito). Na sequência, o set list começou forte, com From Out of Nowhere e seguiu com as músicas do terceiro LP, que era o álbum que, por aqui, levou a banda ao sucesso da época. Seguindo aí, tocaram “Woodpecker From Mars”, “ Surprise! You’re Dead!”, “Zombie Eaters”, “The Real Thing” (adoro essa música) e claro a manjada “Epic” entre outras.


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Fonte: https://revistafreak.com/faith-no-more-30-anos-de-the-real-thing-a-hora-e-a-vez-da-banda/

Infelizmente nem todo show transcorreu às mil maravilhas, aliás a experiência me ensinou muito… lembram da Baikal vodka russa com fabricação paraguaia? Pois é, ela me mostrou que para se aproveitar um show é necessário moderação, mas convencer disso um adolescente é muito difícil, você se acha o “super homem” e que nada pode te derrotar (a não ser a vodka Baikal, Kriptonita do Marcelo kkkkkkkk URGH). Para resumir a saga, sei que consegui contemplar apenas parte do show do Faith No More e em algum momento ainda me perdi do amigo e acabei voltando sozinho para casa (no modo controle remoto, aperta o botão e vai). Frise-se que os tempos eram outros, ainda se podia andar a pé pelas ruas e nada acontecer, diferentemente dos dias atuais. 

Enfim, cheguei em casa são e salvo, e apesar dos pesares, baseado nas memórias que ficaram relativas à parte do show, este foi muito “@fud#ê” mesmo!!! Mas ficou a lição: antes do show beber com moderação, Marcelo!!!!

Marcelo Franco

Uma Análise Crítica da Música dos Ramones: “Bonzo Goes to Bitburg"

Ramones Fonte:  https://br.pinterest.com/pin/425238389833489467/ Os Ramones são uma das maiores referências do punk rock, sempre conhecidos ...