terça-feira, 19 de dezembro de 2023

Entre nuvens

 

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Entre nUvenS,

E o VenTo,

MeU silÊnciO.

#

Me peRdi no paSsadO,

EsqueCi mEu presEntE,

OnDe estarÁ meu FutuRo?

%

O pássAro fuGiu da fOto,

MaS o CÉU ainDa está lá...

Azul e líMpidO.

&

EntRe o rÚstico

Ao ÍntimO,

do reFúgio

Ao iNtríNseco!



Marcelo Franco


                                        Fonte 1: https://br.pinterest.com/pin/5418462043159850/


terça-feira, 12 de dezembro de 2023

Simbologia da morte, o homem e sua visão da finitude

                                                                                                Imagem 1


Ao longo dos tempos as representações da morte e ao redor do mundo são inúmeras, a imagem da caveira de certa forma se configurou em um símbolo da morte, cuja associação é praticamente instantânea e universal. Podemos melhor entender e dimensionar a relevância das representações no contexto social ao constatarmos que uma mesma imagem ou figura origina distintos significados subjetivos, tendo em vista as diversidades sociais e culturais nas quais estamos inseridos. 

As várias resistências que emergem instantaneamente (quase como um reflexo) diante de um símbolo associado à morte traduzem e mantém o fenômeno como um tabu, estando embasadas no mitológico, no religioso, no simbólico, no abstrato, sinteticamente, na questão subjetiva do ser humano. As representações da morte durante muito tempo se mantêm consolidadas por questões espirituais, religiosas e místicas, através da defesa inconteste que visa a manutenção de preceitos e rituais que enaltecem e perpetuam a simbologia. Mas além destes aspectos, a representação da morte se fez presente com o passar dos anos também através da expressão artística, podendo sua manifestação ser observada em alegorias, construções, obras de arte, etc. Atualmente podemos notar que a expressão da morte permeia nosso cotidiano e encontra-se visível através de vários tipos de representações, manifestamente observáveis em diversas áreas. Até hoje ainda podemos apontar que, a sociedade conseguiu assimilar o propósito do viver, mas ainda tem dificuldades de entender o morrer. De certo modo, ainda interpretamos a morte como uma afronta a vida, algo contraditório a vida, um não viver. Mas por incrível que pareça, a morte tem seu significado positivo, pois ela vai se fazer presente para acabar com a dor do ser, do moribundo, do paciente terminal, a dor que a própria ciência não controla mais.

 Discutir sobre as representações da morte vai nos trazer várias indagações, pois dependendo do local ou região, a representação poderá traduzir-se em um ou outro tipo de significado, e isso deve ser respeitado por quem observa externamente, uma vez que não partilham necessariamente dos mesmos fundamentos sociais desta interpretação exposta. A diversificação e a possibilidade de enxergarmos a morte de maneiras múltiplas nos mostram que a morte não é um tema fácil de ser abordado e discutido. Pode-se até mesmo indagar o gênero do substantivo: seria morte uma palavra (no caso substantivo) com denotação de gênero masculina ou feminina? Esta é uma resposta que vai depender da representação que ela traz individualmente para cada pessoa e da cultura que ela está inserida. No caso adotaremos o tratamento feminino do termo, predominante em nossa sociedade. Fato é que independentemente do aspecto sócio-histórico-cultural envolvido, a representação da morte é ampla e frequente, havendo inclusive aspectos em comum observados ao longo dos tempos.


                                                                                                      Imagem: 2


Assim como predominante a sua denotação feminina, podemos também afirmar como característica praticamente universal o fato de a morte manter-se atrelada a um ritual, seja qual for o tempo ou espaço. Verificada a ocorrência do fenômeno, invariavelmente tem início um rito que envolve tanto a pessoa que está morrendo quanto parentes e amigos próximos (às vezes até desconhecidos). Podemos dizer que, a morte é uma verdadeira cerimônia pública e organizada, onde o próprio individuou que morreu organiza indiretamente de certa maneira esse ritual, que ainda persiste em ser um tabu até os dias de hoje.

Como percebe-se, apesar de não poder ser definida através de uma simbologia única e universal, a morte encontra-se representada por meio de distintas formas de manifestações sociais, artísticas e culturais. Encontramos a sua representação presente em edificações, ruas, filmes, teatros, cinemas, músicas, livros, esculturas, pinturas e até mesmo em histórias em quadrinhos.

Marcelo Franco



Imagem 1: https://br.pinterest.com/pin/3237030976072671/
Imagem 2: https://br.pinterest.com/pin/59039445098133443/  Desenho de Pawel Kuczynski

quarta-feira, 29 de novembro de 2023

Teoria da Conspiração: teria Paul McCartney morrido em 1966 e substituído por um sósia?


Seria possível forjar a morte de alguém??? Pois é, essa é uma dúvida que paira também no meio da música, o mundo musical expressou a morte de inúmeras formas, passando por letras de músicas, mensagens rolando o disco ao contrário e capas de discos. Isso mesmo nem a arte das capas escapa, deste imaginário que existe em torno da morte ou de alguém estar morto.


Bem, vamos parar com as delongas e ir direto ao assunto, um dos mistérios mais famosos no meio da música, é sobre a teoria da capa do disco “Abbey Road" dos Beatles de 1969, em que segundo os fãs mais fanáticos dizem que o baixista Paul McCartney estaria morto. Tudo se iniciou quando fãs notaram que Paul McCartney estava descalço na capa do disco Abbey Road. A famosa capa do álbum dos Beatles que aparecem os quatro garotos de Liverpool caminhando em fila indiana, esconde segundo especialistas do tema teoria da conspiração, que o Beatle original já havia morrido em um acidente de automóvel. Na ordem da esquerda para direita está John Lennon, de branco, caracterizando um padre, em seguida temos Ringo Starr, de preto, que seria um agente funerário; em terceiro e não menos importante o suposto morto Sir Paul McCartney, de pés descalços (você está ligado na tradição de enterrar os mortos descalços né? Não? Então se liga!!!!); e por último o guitarrista George Harrison, um coveiro. Nesta imagem podemos pensar que os fãs da banda trazem no seu íntimo uma imaginação muito fértil em suas mentes, mas as mensagens não param por aí, e esta imagem ainda coloca até os carros em questionamento, onde pode-se notar que um dos carros está na mesma linha que Paul, bem acima da cabeça do músico, passando a mensagem subliminar que este automóvel causou a morte do baixista dos Beatles, (que loucura) e além disso não podemos esquecer que os ingleses dirigem do lado esquerdo da pista, diferente da forma que se dirige por aqui.


Se isso tudo não bastasse, aparece uma viatura da polícia que está estacionada entre John e Ringo para atender a suposta ocorrência de trânsito. Neste momento peço a paciência de todos, pois ainda tenho algumas coincidências para apresentar. Seguindo essas coincidências, podemos apontar mais elementos que a imagem evidencia, onde um fusca branco do lado esquerdo com a placa “LMW 28IF” que está do lado esquerdo da imagem, esta placa remete a uma simbologia interessante, onde segundo os entendidos da teoria quer dizer uma abreviação de “Linda McCartney Widow” onde traduzindo se diz, "Linda McCartney viúva”. Esse fusca ainda traz na placa o número 28, que simboliza nada mais nada menos que a idade do baixista, senhoras e senhores, caso estivesse vivo é claro. Paul se casou com Linda em 12 de março de 1969, ano em que o Lp Abbey Roud foi lançado (e vejam vocês dia do meu aniversário, sorte não ser o mesmo ano, assim fico mais tranquilo).



Tudo isso para dizer que, o contrabaixista Sir Paul McCartney havia morrido em 1966 em um acidente automobilístico, e para não prejudicar a popularidade da banda a gravadora dos Beatles ‘Capitol”, havia conseguido um sósia para assumir o posto de baixista da renomada banda Beatles, onde o também inglês “Willian Campbell” que seria muito parecido com o suposto morto “́Paul McCartney”. No livro “The Beatles: a biografia” que tive o prazer de desfrutar da excelente leitura, o autor Bob Spitz cita outro fato muito intrigante, dizendo que dois anos antes ao lançamento do álbum Abbey Road, foi realizado um concurso de sósias do baixista Paul McCartney, onde o inglês “Willian Campbell” acabou por ser escolhido como o mais parecido com o baixista Paul.



Esse fato nos mostra que a morte de certa maneira movimenta nossa sociedade, pois este álbum vende muito ainda hoje,  e as pessoas quando ficam sabendo deste fato buscam saber desse boato fúnebre. Segundo Burrows, a capa do álbum Abbey Road, foi uma simplicidade personificada, apenas uma foto dos quatro Beatles atravessando uma faixa de pedestres bem na frente dos estúdios de Abbey Road. Me vem à cabeça neste momento que uma banda que sou fãzaço também fez essa capa, os Red Hot Chili Peppers, fez uma foto igualzinha, porém (os integrantes estão pelados). Mas, voltando à capa original, estranhamente, podemos notar que, o fato de apenas Paul aparecer descalço foi usado como evidência de seu falecimento no bem documentado-rumor “Paul morreu”, que já havia iniciado nos EUA.



Enfim, a rua que a banda fez essa foto tão icônica se tornou mundialmente famosa, e até os dias de hoje, muitos fãs e curiosos vão até o local para imitar a pose que a banda fez atravessando a avenida. Você já ouviu falar em mensagem subliminar? Então, são aquelas mensagens onde os nossos sentidos não conseguem perceber de maneira consciente, sendo assim, esta mensagem acaba se tornando imperceptível aos nossos sentidos. E essa mensagem subliminar relacionada a morte do baixista Paul McCartney no ano de 1966, acaba por trazer mais uma vez o lado sombrio e obscuro em torno da morte e seus mistérios.


Marcelo Franco


sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Lembrando o esquecido



 A beleza da noite esconde um segredo,

junto aos prazeres que disfarçam o medo.

Estranha e bela é a visão desta lua,

notei enquanto aos passos na rua.

Mas subitamente o tempo mudou,

desfazendo o show que o luar reservou.

A lua garbosa à beira do mar,

lembra o vazio e traz o esquecido, quase vencido,

um algo a mais que não traz o esperar,

registro de instante vivido, porém preterido.

Abismo sem fim trilho em meu interior,

outrora andava em noite de céu constelado

agora, camuflado num escuro sombrio.


Quantos momentos diante de mim

lembrando o esquecido haviam passado ! 


Marcelo Franco

sexta-feira, 3 de novembro de 2023

Faith no More: fé nunca mais



Fonte: https://revistafreak.com/faith-no-more-30-anos-de-the-real-thing-a-hora-e-a-vez-da-banda/


Em 27 de setembro de 1991 tive a sorte de assistir a um show de uma das bandas mais fucking great que conheci 3m minha adolescência. Ressalte-se que, para o Marcelo adolescente da época, todas as bandas eram muito "tri" (monossílabo que adjetiva algo que nos agrada aqui nos pampas). Faith no More significou mais que "tri", algo diferente, desde quando assisti a apresentação dos caras no "Rock in Rio II" pela televisão (claro) - imagina um cara apaixonado por música e com pouco acesso às novidades musicais, pois na época você não tinha todo acesso que existe hoje. Alíás, lembro que as fontes mais confiáveis e completas de informações relativas ao mundo musical que se tinham eram a revista "Bizz" (que eu comprava todo mês) e as rádios, em especial a rádio "Ipanema fm" aquela do "n" (explico em outro momento a referência). E foi acompanhando um pouco a carreira da banda através destas fontes que fiquei sabendo que eles iriam tocar em Porto Alegre, cidade vizinha a que eu morava na época (a velha Canoas "city" que segue como antes, uma cidade que não evolui em termos culturais).

E então, chegado o grande dia, lembro-me como hoje minha empolgação com o show do Faith No More no Gigantinho, pois havia combinado de ir com um colega de escola da época (vou preservar o nome do mesmo, apenas posso dizer que hoje ele é médico). Preparamos uma garrafa de vodka, que na verdade compramos em um supermercado qualquer, e fomos tomando no caminho para o show (isso não ia dar certo kkk). Lembro-me, entre os poucos registros que ficaram disponíveis em minhas memórias, que usei uma camiseta da banda  Red Hot Chilli Peppers e que estava muito ansioso para contemplar o que haveria de ser um dos melhores shows de minha vida até o momento, pois era uma banda gringa que havia me empolgado com seu rock pesado (como se dizia na época, alternativo, por ser diferente do que se conhecia até então).

Pegamos o trem na estação Canoas e seguimos para Porto Alegre e, chegando na estação terminal Mercado, descemos e já começamos a beber um pouco daquela vodka, que por sinal lembro até o nome: BAIKAL, cujo rótulo ainda informava vodka Russa (com fabricação paraguaia certo, pois posso não lembrar detalhes do show, mas da vodka responsável por isso sim kkk). Após, seguimos rumo ao Gigantinho,  percorrendo a orla do Guaíba desde a Usina do Gasômetro, acompanhados da Baikal. Chegamos ao local do show por volta das 16 horas e por lá o movimento, que já era intenso,  aumentava cada vez mais. 

Bem, o show incluía uma banda de abertura, sobre a qual prefiro nem comentar, apenas referir que o vocalista foi um dos integrantes do Menudo (isso mesmo, aqueles da música “Não se reprima” !). Essa banda não conseguiu tocar nem 30 minutos, pois recebeu vaias em cima de vaias da plateia que arremessou inclusive moedas e outros objetos na direção dos seus integrantes. Terminada a tortura auditiva da banda de abertura (que nem faço questão de lembrar o nome), teve inicio o esperado show do Faith No More.

Hora de tirar as crianças da sala, pois o show iria iniciar e alguns integrantes entraram vestindo bombachas (o que achei estranho e não curti muito). Na sequência, o set list começou forte, com From Out of Nowhere e seguiu com as músicas do terceiro LP, que era o álbum que, por aqui, levou a banda ao sucesso da época. Seguindo aí, tocaram “Woodpecker From Mars”, “ Surprise! You’re Dead!”, “Zombie Eaters”, “The Real Thing” (adoro essa música) e claro a manjada “Epic” entre outras.


https://br.pinterest.com/pin/663929170038690376/

Fonte: https://revistafreak.com/faith-no-more-30-anos-de-the-real-thing-a-hora-e-a-vez-da-banda/

Infelizmente nem todo show transcorreu às mil maravilhas, aliás a experiência me ensinou muito… lembram da Baikal vodka russa com fabricação paraguaia? Pois é, ela me mostrou que para se aproveitar um show é necessário moderação, mas convencer disso um adolescente é muito difícil, você se acha o “super homem” e que nada pode te derrotar (a não ser a vodka Baikal, Kriptonita do Marcelo kkkkkkkk URGH). Para resumir a saga, sei que consegui contemplar apenas parte do show do Faith No More e em algum momento ainda me perdi do amigo e acabei voltando sozinho para casa (no modo controle remoto, aperta o botão e vai). Frise-se que os tempos eram outros, ainda se podia andar a pé pelas ruas e nada acontecer, diferentemente dos dias atuais. 

Enfim, cheguei em casa são e salvo, e apesar dos pesares, baseado nas memórias que ficaram relativas à parte do show, este foi muito “@fud#ê” mesmo!!! Mas ficou a lição: antes do show beber com moderação, Marcelo!!!!

Marcelo Franco

quinta-feira, 12 de outubro de 2023

Pulp Fiction: Tempo de Violência

 


Os filmes de Quentin Tarantino são apaixonantes, principalmente para aqueles que não gostam de coisas triviais. Eleger um melhor filme de Tarantino depende muito do gosto de cada espectador, e no meu caso, sem pensar muito, entre os filmes desse diretor, crítico, ator, produtor e roteirista, Pulp Fiction é o escolhido. Este filme é uma obra, uma pintura ou quase uma sétima maravilha do mundo do cinema. Uma trama cheia de violência e momentos carregados de situações inusitadas, beirando muitas vezes o estranho e, porque não dizer, o bizarro e absurdo. Seguindo uma linguagem direta, o filme é recortado de maneira a se desencontrar de sua sequência, algo que deu muito certo, intrigando o espectador.


  


O filme simplesmente não segue o padrão costumeiro de introdução, desenvolvimento e conclusão, e acaba por recortar as ordens das cenas recortadas, dando um formato em sequência apenas de atos a cargo do próprio espectador, conforme seu discernimento ao longo da película.



O filme começa em uma cafeteria, na qual ocorre um assalto realizado por um casal um pouco desastrado e desorganizado para tal ato. Nesta sequência nossos ouvidos já podem verificar que teremos uma bela trilha sonora (Tarantino tem um ótimo gosto musical). Vamos aqui também seguir esta sequência fora da ordem para falar sobre esta obra carregada de cenas pesadas contendo linguagem obscena, sangue, drogas, mortes e claro muitos tiros para todo lado.



Outro ponto único são as marcantes frases de impacto, que nos fazem lembrar das cenas do filme depois de assistí-lo. Frases que após você ler, a imagem vem fixa na memória, tipo direto do inconsciente, tais como:

"Maldito orgulho. O orgulho só dói, nunca ajuda." Marsellus Wallace.

"O respeito. O respeito pelos mais velhos dá caráter." Lobo.

"Você não precisa me dizer como é bom o meu café, sou eu quem o compra, sei como é bom." Jimmie Dimmick.

"Zed está morto, baby. Zed está morto." Butch Coolidge.

"Hamburgueres! À base de qualquer café da manhã nutritivo." Jules Winnfield.

Fala "o que" de novo!! Fala "o que" de novo!! Eu te desafio! Eu te desafio, Filho da Puta, fala "o que" só mais uma vez! Jules Winnfield.

"Sim, os dia que passei esquecido estão terminando e, os dias em que serei lembrado estão apenas começando." Pumpkin.

"Não é mais emocionante quando você não tem permissão? Mia Wallace.

"Pois tem uma passagem que eu memorizei...que se ajusta bem a essa ocasião. Ezequiel 25:17! O caminho dos justos está cercado por todos os lados pelas iniquidades do egoísta... e pela tirania dos maus. Abençoado seja aquele que em nome da caridade e da boa vontade...conduz o fraco pelo vale da morte. Pois ele é verdadeiramente o guardião e o protetor dos filhos perdidos. E eu tornarei deles grandes vinganças com furiosas repreensões sobre aquele que tentarem envenenar e destruir meus irmãos! E saberão que eu sou o Senhor, e quando tiver exercido a minha vingança contra eles! Jules Winnfield.



De certa forma Tarantino provoca uma confusão organizada, que se você colocar as mesmas cenas em ordem cronológica, não trariam o impacto que as mesmas produzem quando em desorganização. O filme é carregado de muita violência como se depreende do título, mas dentro dessas cenas há o lado cômico dos diálogos e de um certo deboche de alguns personagens. Mas o que esperar de um filme que traz em seu roteiro dois mafiosos, um religioso e o outro um dependente químico inconsequente? Esses dois passam por momentos difíceis, como quando, após matarem um rapaz por acidente, precisam se livrar do carro porém agem de forma totalmente atrapalhada. No decorrer do filme, ainda teremos uma cena de overdose da esposa de um poderoso traficante (Marsellus Wallace), que está acompanhada por um de seus capangas (Vincent Vega). Marsellus Wallace, o poderoso traficante passa um momento bem complicado durante uma caçada a um boxeador chamado Butch (Bruce Willis), que lhe trapaceou em uma luta. O boxeador em questão acabou matando seu adversário durante a referida luta, cujo desfecho estava programado para resultar em sua derrota. Em decorrência da alteração do resultado promovida por inciativa do boxeador, Marsellus Wallace acabou prejudicado financeiramente.


Após trapacear nesta luta já trapaceada, Butch (Bruce Willis) precisa fugir. pois Marsellus (poderoso traficante) quer sua "cabeça". Butch então foi ao encontro da sua namorada chamada Fabienne e a avisou para pegar as coisas dela e o importante relógio (herança de seu pai), para assim fugirem para o mais longe possível. Porém Fabianne esqueceu o maldito relógio, e deixou Butch muito Pu#0, em razão do risco de retornar até o hotel e encontrar alguém. É certo que acabaria encontrando algum inimigo, e logo quem ele encontrou? Marsellus Wallace, o que resultou em uma briga entre os dois, que acabaram parando em uma loja de antiquários. O dono da loja vendo a confusão, acabou apontando uma espingarda para ambos, fazendo-os reféns. Neste momento, o dono da loja chamou seu amigo Zed, um amigo com gostos peculiares. Bom, neste ponto do filme vamos ter uma cena realmente pesada, recomendo ver o filme para entender sobre o que estou falando.

Pensando Pulp Fiction como um todo, poderíamos citar todas as cenas, pois o filme é realmente muito bom e nos faz acreditar que ainda possam existir bons filmes que nos deixem impressionados com sua criatividade e pitada de ousadia. Pulp Fiction é um destes filmes, sem sombra de dúvidas. Faz sentido em sentido algum, mas impacta de forma permanente. Ou como diria Jules Winnfield: "Se as minhas respostas assustarem você, deixe de fazer perguntas assustadoras".

Marcelo Franco




sexta-feira, 22 de setembro de 2023

Serial Killers Sexuais e Canibais, dominadores da vida e da morte: Ed Gein

 



Edward Theodore Gein que serviu de inspiração para filmes como “Psicose” e “Silêncio dos Inocentes” tem o perfil típico de um serial killer. Gein ele foi espancado na infância por sua mãe que lhe ensinou que sexo era pecado, e viveu uma repressiva e solitária vida na propriedade rural da família. Depois que seus pais e irmãos morreram, Ed continuou morando sozinho em sua casa, sendo perseguido e caçado pelo fantasma de sua mãe. Depois de algum tempo, ele começou a desenvolver um profundo interesse pela anatomia feminina, tendo logo se dedicado a desenterrar corpos de mulheres para mutilá-los e satisfazer suas fantasias relativas à necrofilia e ao canibalismo. Gein levava os corpos para sua casa, dissecava-os e guardava algumas partes como cabeça, órgãos sexuais, fígados, corações e intestinos. Tinha especial fascinação pela genitália feminina, além de um desejo intenso de ser mulher.

Seu desejo por “carne fresca” começou a ficar intenso, e então Gein começou a matar mulheres da idade de sua mãe a pedido dela, que já havia falecido, mas ele a ouvia dizer para matar. A antropofagia, segundo o dicionário “Larousse Cultural” (1999), é o ato ou hábito de comer carne humana. A palavra “antropófago”, que no seu sentido etimológico vem do grego anthropos = homem e phagen = comer, foi sendo substituída através dos tempos por canibalismo, na espécie humana.  Evidentemente, na avaliação do comportamento canibal não podemos considerar o ato humano isoladamente, mas sim, sempre inserido em um determinado contexto. Existem atitudes perfeitamente aceitas em certas culturas e consideradas aberrantes em outras, e a antropofagia é um desses casos; aceita em algumas culturas (e algumas épocas) e até entendida como uma atitude nobre, de vencedores. Encontram-se evidências arqueológicas da prática de canibalismo em algumas comunidades da África, América do Sul e do Norte, ilhas do Pacífico Sul e nas Antilhas. Canibais famosos foram os astecas, no México, que sacrificavam seus prisioneiros de guerra e comiam alguns deles. Eles comiam os prisioneiros de guerra e outras vítimas, numa prática conhecida como exocanibalismo ou exofagia, ou seja, canibalismo praticado em indivíduos de tribos diferentes, ao passo que o canibalismo, consistente no ato de consumir parte dos corpos de seus parentes e amigos mortos, é chamado de endocanibalismo. (SAEZ, 2009)

Durante toda a história muitas culturas sancionaram e fizeram rituais do consumo de carne humana, mas o canibalismo em geral foi banido dos dias atuais, considerando que sua prática requer o homicídio ou a profanação de corpos. Houve surtos de canibalismo em massa durante os períodos de grande fome no século XX em países como a Rússia e Alemanha, e na China, as pessoas se sujeitavam a comer os corpos dos mortos para sobreviverem.

Este hábito, que causa repulsa na sociedade atual, concretiza até mesmo uma transgressão do significado de ser humano. Esse comportamento é observado em alguns serial killers famosos, como Jeffrey Dhamer, o “Canibal americano”; Albert Fish, o “Vovô comedor de crianças”; e Andrei Chikatilo, o “Açogueiro Russo”. Este ímpeto incontrolável fez com que em todos eles o instinto animal mais profundo transpusesse a barreira da normalidade a fim de saciar seus desejos proibidos.

Marcelo Franco

Uma Análise Crítica da Música dos Ramones: “Bonzo Goes to Bitburg"

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